quinta-feira, 11 de março de 2010

Participação do agronegócio nas exportações de MG sobe para 30,4%

Vendas do setor para o mercado internacional aumentam 15,4%

A recuperação dos preços dos produtos agropecuários no mercado internacional está contribuindo para o aumento do valor das exportações do agronegócio mineiro. As vendas do Estado para o exterior no primeiro bimestre deste ano somaram US$ 909 milhões. O valor representa um crescimento de 15,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números fazem parte de um estudo da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Segundo o levantamento, as exportações do agronegócio representaram 30,4% das vendas totais do Estado. No primeiro bimestre de 2009, a participação foi de 28,9%. O grupo das carnes (frango, suína e bovina) foi um dos destaques no período. As vendas de US$ 101 milhões correspondem a um aumento de 39,6% no valor comercializado, na comparação com dois primeiros meses de 2009. As exportações de carne de frango tiveram um crescimento de 63% e atingiram US$ 29 milhões. “Quase todos os principais produtos negociados por Minas Gerais tiveram aumento de preços no mercado externo. No caso da carne de frango, o preço médio da tonelada subiu 50,3% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado, quando o mundo sofria os maiores efeitos da crise financeira internacional”, explica o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues. As vendas de carne bovina também registraram bom desempenho, chegando a US$ 39,6 milhões no primeiro bimestre. Uma expansão de 14% na comparação com o mesmo período de 2009. O preço médio da tonelada da carne bovina comercializada no exterior subiu 18,6%. Segundo Gilman Viana, Minas Gerais também se beneficia de ser o estado com o maior número de fazendas aptas a fornecer animais para os frigoríficos exportadores para a União Européia, um mercado que, tradicionalmente, compra cortes de maior valor no mercado. “Hoje somos o segundo Estado do país na venda de carne bovina para a União Européia”, explica. As exportações de carne suína somaram US$ 18,6 milhões nos dois primeiros meses de 2010. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 33,4%. O Estado também exporta, em pequenas quantidades, outros tipos de carne como a carne de peru e de cavalo. Este grupo registrou vendas de US$ 14,4 milhões. As vendas de madeira e derivados, fortemente atingidas em 2009 pela crise mundial, também tiveram desempenho de destaque no primeiro bimestre do ano, com a movimentação de US$ 104,2 milhões. O crescimento foi de 75,5%. Já o preço médio da tonelada registrou um aumento de 52,2%. O café foi responsável por mais da metade do valor das exportações mineiras do agronegócio no primeiro bimestre. Os embarques movimentaram US$ 506 milhões. Um crescimento de 12% no período. “Os preços internacionais do café também subiram e registraram aumento de 15,6% no valor da tonelada”, comenta o secretário. As vendas de açúcar também tiveram crescimento. A alta foi de 28,8% no valor comercializado, que fechou o primeiro bimestre com uma movimentação de US$ 100,2 milhões. A comercialização do complexo soja (grão, farelo e óleo) foi uma das poucas que apresentaram retração nas vendas. As exportações, de US$ 19,5 milhões no primeiro bimestre, representam uma queda de 27,9% na comparação com o mesmo período do passado. As vendas de álcool (US$ 7,6 milhões) e produtos lácteos (US$ 7,9 milhões) também tiveram retração. A redução no período foi de 48% e 68%, respectivamente. Os principais destinos dos produtos do agronegócio exportados por Minas Gerais foram Alemanha, Estados Unidos, Japão e Itália. As informações são de assessoria de imprensa.

Agrolink

quinta-feira, 4 de março de 2010

Estatal do ramo de fertilizantes no Brasil? Será?





A dependência do país para a compra de fertilizantes preocupa o nosso governo (já não era sem tempo ...).
Isso mesmo! 
Para tentar solucionar o problema, o governo promete a criação de uma estatal para o ramo. A empresa não cuidaria da produção e sim, da coordenação do mercado, gerindo contratos firmados de comercialização do produto (matéria-prima e produto final/fertilizantes). Nosso ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, garante que a estatal irá coordenar o programa de autossuficiência brasileira na questão dos fertilizantes. Em suma, será uma estatal de controle, à exemplo estatal PetroSal, criada recentemente para gerir os contratos de comercialização de petróleo e gás natural da União.
Os picos extremos nos preços dos fertilizantes contendo NPK e S alcançados em meados de 2009 preocuparam os produtores rurais. Muitos se perguntavam o porque de altas tão significativas que chegaram a inviabilizar ,em alguns casos, a atividade produtiva. Será que as reservas de fertilizantes no mundo estariam chegando a níveis criticamente baixos e contribuindo para a volatilidade do mercado?
A criação dessa estatal, que promete conduzir o país à autossuficiência no ramo de fertilizantes, vem ocupar uma lacuna importante no nosso país, afinal, os órgãos que hoje são responsáveis pelo assunto, de fato, têm uma visão limitada e ultrapassada acerca do "problema". A visão de seus comandantes alcança apenas o patamar do extrativismo mineral (matéria-prima para a produção de fertilizantes) como atividade final. Com a criação dessa estatal, a expectativa é de que os minérios passem a ser vistos como componentes fundamentais para a produção de fertilizantes e passemos, enquanto governo, a dar mais atenção às nossas próprias jazidas que não são poucas e sim, mal utilizadas e até esquecidas por falta de políticas que tratem do assunto.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Megaprodutor do MT


Essa eu tinha que postar aqui ... saiu no no site da Pioneer. 
Quem quiser conferir na íntegra é só clicar neste link:  Megaprodutor.
Confiram!!!!
Vamos comentar ...

Entrevista - Avesso a metas, megaprodutor em MT chega a 300 mil ha
(...) A companhia agropecuária Bom Futuro nunca fixou uma meta para a extensão da área de cultivo que pretendia alcançar no Centro-Oeste, como diz um dos sócios, mas ainda assim cresceu de maneira constante e acelerada nos últimos anos até atingir impressionantes 300 mil hectares de cultivos com grãos e oleaginosas. Utilizando arrendamentos e parcerias com proprietários de fazendas, a Bom Futuro trabalha atualmente em uma área com quase o dobro do tamanho do município de São Paulo e ultrapassou o total cultivado pelos primos mais conhecidos, os controladores do grupo André Maggi, do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi. Na temporada 09/10, a área plantada com soja da Bom Futuro engloba 230 mil hectares, um salto ante os 180 mil hectares no ano anterior, e as lavouras de algodão crescerão de 50 mil para 70 mil hectares, incluindo primeira e segunda safras. Os mais de 300 mil hectares de plantio da empresa, que incluem ainda lavouras de milho, arroz e feijão, não são todos de propriedade da Bom Futuro, cujas terras próprias respondem por cerca de 40 por cento do total. 
"O resto é parceria e arrendamentos," revelou Elusmar Maggi Scheffer, de 50 anos, um dos quatro proprietários da Bom Futuro, em entrevista à Reuters na noite de segunda-feira, durante um jantar promovido em Rondonópolis (MT) para produtores, como parte da programação do Rally da Safra. Segundo ele, a estratégia de arrendamentos e parcerias mostra-se mais interessante do que ter muito capital imobilizado em terras e, principalmente, permite que a empresa trabalhe com um capital de giro maior, o que ajuda nas negociações com fornecedores.
"Às vezes, a pessoa tem tantos mil hectares e está amarrada... O importante é ter capital de giro, pra conseguir descontos na compra de insumos," afirmou o produtor, com participação em uma companhia que teve faturamento de 850 milhões de reais em 2009. "Para comprar terra, só se for um dente da frente, se for perto de fazenda nossa", com o objetivo de ampliar a área contínua de uma propriedade, observou ele, lembrando que em 09/10 o grupo contou com mais duas fazendas arrendadas, uma em Diamantino, de 15 mil hectares, e outra na região do Xingu, de 22 mil hectares. A Bom Futuro, formada por uma família com origem no Rio Grande do Sul, que se estabeleceu em Mato Grosso no início da década de 80, vinda do Paraná, tem trajetória semelhante à do governador Blairo Maggi. Mas os Maggi Scheffer, tidos como os maiores produtores de soja do Brasil, plantam em uma área ainda maior do que o Grupo André Maggi, que na safra 09/10 teve cultivos em 205 mil hectares, incluindo 140 mil hectares da oleaginosa e o restante de algodão e milho.
Com a força de seu capital de giro e aproveitando um programa do BNDES com juros de 4,5 por cento ao ano para a compra de máquinas agrícolas, a Bom Futuro investiu nesta safra 72 milhões de reais em tratores, plantadeiras e colheitadeiras. (...)

Brasil: Tecnologia para a agricultura é subutilizada?

Essa pergunta já foi respondida pelo presidente da ABRASEM (Associação Brasileira de Sementes e Mudas) Ywao Miyamoto, durante uma visita realizada à áreas de produção agrícola na região Sul do país neste início do mês de março. 
Segundo Miyamoto, a agricultura não utiliza toda a tecnologia oferecida no momento. A modernização de máquinas e ferramentas, utilização de defensivos mais eficazes, maior uso da biotecnologia e utilização de equipamentos e programas desenvolvidos especialmente para a agricultura são apontados pelo presidente como os maiores exemplos de tecnologias subutilizadas pelos nossos produtores. Miyamoto conclui que a produtividade de nossas lavouras pode ser aumentada em cerca de 30% se os nossos produtores fizessem uso apenas daquilo que já se encontra disponível e é categórico ao afirmar que o produtor só precisa optar por eficiência no uso de ferramentas, máquinas, defensivos e de sementes de boa qualidade, acompanhado de programa de assistência técnica. 
Pois é ... e nosso digníssimo presidente fez essa constatação visitando a região Sul ... imagine se ele visitasse o Norte de Minas ou o nosso Nordeste.
O fato é que nós temos sim bons produtores, que buscam tecnologia e procuram ser cada vez mais eficientes, mas não podemos fechar os olhos para um número bem maior daqueles que derrubam nossas médias de produtividade, simplesmente por ignorar (e ignorante é aquele que insiste em não enxergar) aquilo que lhe é oferecido como tecnologia. Muitos deles "perdem" justamente nos detalhes: uma pulverização na presença de deriva, um stand de plantas equivocado, um controle de pragas ineficiente, o não tratamento de sementes, uma econômia "burra" na adubação (alguns parecem acreditar que a planta se constrói sozinha, sem a necessidade de nutrientes/adubo ...), entre outros ... 
Mais uma vez, repito: 
Historicamente, na grande maioria dos casos, os lucros na agropecuária nunca foram vultuosos, entretanto já foram maiores, havia menos concorrência, permitia-se uma margem de erro maior e principalmente, havia menos oferta da produção, o que contribuia significativamente para aumentar os rendimentos finais até mesmo daqueles "agricultores porcos", como os chamamos pelas bandas de cá ... mas hoje, a história se constrói de forma diferente: Aquele que não buscar eficiência vai ficar para trás nesta corrida e vai se ver, em breve, marginalizado e obrigado a repassar suas posses para o vizinho mais organizado.
Por essas e outras, concordo plenamente com o presidente da ABRASEM. 
Na minha opinião, estamos perdendo nos detalhes ... o basicão já não é mais suficiente, meus caros! É preciso inovar em todos os sentidos, COM RESPONSABILIDADE, é claro! Porque, afinal, as contas precisam ser pagas!


Grande abraço!