Essa pergunta já foi respondida pelo presidente da ABRASEM (Associação Brasileira de Sementes e Mudas) Ywao Miyamoto, durante uma visita realizada à áreas de produção agrícola na região Sul do país neste início do mês de março.
Segundo Miyamoto, a agricultura não utiliza toda a tecnologia oferecida no momento. A modernização de máquinas e ferramentas, utilização de defensivos mais eficazes, maior uso da biotecnologia e utilização de equipamentos e programas desenvolvidos especialmente para a agricultura são apontados pelo presidente como os maiores exemplos de tecnologias subutilizadas pelos nossos produtores. Miyamoto conclui que a produtividade de nossas lavouras pode ser aumentada em cerca de 30% se os nossos produtores fizessem uso apenas daquilo que já se encontra disponível e é categórico ao afirmar que o produtor só precisa optar por eficiência no uso de ferramentas, máquinas, defensivos e de sementes de boa qualidade, acompanhado de programa de assistência técnica.
Pois é ... e nosso digníssimo presidente fez essa constatação visitando a região Sul ... imagine se ele visitasse o Norte de Minas ou o nosso Nordeste.
O fato é que nós temos sim bons produtores, que buscam tecnologia e procuram ser cada vez mais eficientes, mas não podemos fechar os olhos para um número bem maior daqueles que derrubam nossas médias de produtividade, simplesmente por ignorar (e ignorante é aquele que insiste em não enxergar) aquilo que lhe é oferecido como tecnologia. Muitos deles "perdem" justamente nos detalhes: uma pulverização na presença de deriva, um stand de plantas equivocado, um controle de pragas ineficiente, o não tratamento de sementes, uma econômia "burra" na adubação (alguns parecem acreditar que a planta se constrói sozinha, sem a necessidade de nutrientes/adubo ...), entre outros ...
Mais uma vez, repito:
Historicamente, na grande maioria dos casos, os lucros na agropecuária nunca foram vultuosos, entretanto já foram maiores, havia menos concorrência, permitia-se uma margem de erro maior e principalmente, havia menos oferta da produção, o que contribuia significativamente para aumentar os rendimentos finais até mesmo daqueles "agricultores porcos", como os chamamos pelas bandas de cá ... mas hoje, a história se constrói de forma diferente: Aquele que não buscar eficiência vai ficar para trás nesta corrida e vai se ver, em breve, marginalizado e obrigado a repassar suas posses para o vizinho mais organizado.
Por essas e outras, concordo plenamente com o presidente da ABRASEM.
Na minha opinião, estamos perdendo nos detalhes ... o basicão já não é mais suficiente, meus caros! É preciso inovar em todos os sentidos, COM RESPONSABILIDADE, é claro! Porque, afinal, as contas precisam ser pagas!
Grande abraço!

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