A dependência do país para a compra de fertilizantes preocupa o nosso governo (já não era sem tempo ...).
Isso mesmo!
Para tentar solucionar o problema, o governo promete a criação de uma estatal para o ramo. A empresa não cuidaria da produção e sim, da coordenação do mercado, gerindo contratos firmados de comercialização do produto (matéria-prima e produto final/fertilizantes). Nosso ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, garante que a estatal irá coordenar o programa de autossuficiência brasileira na questão dos fertilizantes. Em suma, será uma estatal de controle, à exemplo estatal PetroSal, criada recentemente para gerir os contratos de comercialização de petróleo e gás natural da União.
Os picos extremos nos preços dos fertilizantes contendo NPK e S alcançados em meados de 2009 preocuparam os produtores rurais. Muitos se perguntavam o porque de altas tão significativas que chegaram a inviabilizar ,em alguns casos, a atividade produtiva. Será que as reservas de fertilizantes no mundo estariam chegando a níveis criticamente baixos e contribuindo para a volatilidade do mercado?
A criação dessa estatal, que promete conduzir o país à autossuficiência no ramo de fertilizantes, vem ocupar uma lacuna importante no nosso país, afinal, os órgãos que hoje são responsáveis pelo assunto, de fato, têm uma visão limitada e ultrapassada acerca do "problema". A visão de seus comandantes alcança apenas o patamar do extrativismo mineral (matéria-prima para a produção de fertilizantes) como atividade final. Com a criação dessa estatal, a expectativa é de que os minérios passem a ser vistos como componentes fundamentais para a produção de fertilizantes e passemos, enquanto governo, a dar mais atenção às nossas próprias jazidas que não são poucas e sim, mal utilizadas e até esquecidas por falta de políticas que tratem do assunto.

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